Pix pode ser adotado por outros países, entenda

Sistema pode unificar transações instantâneas em 60 países

Prestes a completar dois anos em operação, o PIX é um sucesso absoluto no mercado de pagamentos brasileiro. O sistema de pagamentos instantâneos permite transferências de valores e pagamentos de forma automatizada com muita rapidez. 

A experiência brasileira e de outros países ao redor do mundo está criando um projeto que integre um sistema de pagamentos instantâneos em mais de 60 países comece a sair do papel. Esse pode ser o tom da revolução mundial bancária nos próximos anos e deve facilitar as transações bancárias no exterior

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PIX: números indicam sucesso do mercado de pagamentos instantâneos no Brasil 

Segundo estatísticas do Banco Central (BC), são mais de 523 milhões de chaves cadastradas em outubro deste ano. Isso é mais que o dobro da população brasileira, que é de cerca de 215 milhões de pessoas. 

Ainda de acordo com o BC, são quase 128 milhões de pessoas físicas e mais de 10,5 milhões de empresas cadastradas no sistema. O PIX completa dois anos no próximo dia 16 de novembro e vem se consolidando como um dos principais meios de pagamentos no Brasil. 

PIX internacional? Sistema pode integrar transações em mais de 60 países 

O PIX tem chamado tanto a atenção em todo o mundo, que gerou o interesse de outros países como o Canadá e Colômbia, que devem adotar um sistema parecido com o modelo brasileiro. 

O BIS (Bank for International Settlements, que em português, pode ser traduzido como “banco para acordos internacionais”) anunciou que começou os testes da plataforma Nexus, sistema de pagamentos que pretende conectar as transações de pagamentos instantâneas entre 60 países. 

O processo busca diminuir a burocracia para transferências internacionais. Atualmente, mandar dinheiro para o exterior é um processo burocrático, que é lento e envolve diversas taxas, o que encarece a operação. 

O sistema Nexus seria importante para facilitar essa conexão, diminuindo custos e agilizando as transações internacionais entre pessoas de diversos países ao redor do mundo.  

Como funciona o PIX em outros países? 

Diversos países ao redor do mundo já possuem sistemas próprios de pagamentos instantâneos. Atualmente, o PIX faz com que o Brasil ocupe o 4° lugar no ranking de sistemas de pagamentos instantâneos. 

Confira abaixo como acontece o funcionamento de sistemas de pagamentos instantâneos em alguns países:

Índia

Destes elencados, o sistema mais difundido é o da Índia, que consegue transacionar cerca de 48,6 bilhões por dia. Na Índia, o sistema chama IMPS, que opera por meio de um aplicativo para smartphones, fazendo com que o cidadão indiano não precise nem ter conta em banco para fazer transferências pelo sistema. 

Em 2016, a Índia completou o sistema com o lançamento do UPI, que impôs um padrão de QR Code utilizado para otimizar o sistema de pagamentos instantâneos. 

China 

Como país mais populoso do mundo, a China possui um sistema de pagamentos instantâneos responsável por transacionar 18,5 bilhões em volume. 

O sistema chinês, chamado de IBPS, é um dos mais antigos do mundo e começou a operar em 2010. No mercado chinês, o sistema é dominado pelo WeChat e o AliPay, que dominam 90% do sistema. 

Estes sistemas começaram como plataformas simples, o WeChat era uma espécie de “WhatsApp chinês” e o AliPay era uma carteira digital simples, que com o tempo foram adicionando recursos até dominar o mercado de pagamentos instantâneos no país. 

Argentina, Peru e Colômbia avançam em pagamentos instantâneos na América do Sul 

A Argentina implementou o Transferencias 3.0 em 2021, sendo um sistema de pagamentos instantâneos que utiliza QR Codes, permitindo a transferência de valores entre usuários, por meio de bancos e carteiras digitais ativos no país. 

Já no Peru e na Colômbia, os sistemas de pagamentos instantâneos são privados. Em ambos os modelos, o PIX é uma grande referência para ampliação e desenvolvimento de recursos para o sistema nesses países. 

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